(Dedicado a Maria Mrowinska e Robson Bolsoni)
Enfim
descubro-me do cetim
e te descubro por fim
em um pedaço além de mim.
Num cômodo nunca tocado,
no incômodo não desejado
vem você sem alarde
chegando com a tarde
a se afogar no horizonte.
Um fim do mundo
rumo ao absurdo
que eu tanto quis
para ser feliz.
Se ajeita!
Que noite é perfeita
pra brincar no escuro,
eu tenho a receita
do inseguro,
e tenho a verdade
que nunca juro,
e a mentira
de um homem puro.
Nudez na rua
e em minha pele.
A noite crua
que se revele.
Tua mão, teu peito...
Teu olhar de raio...
Um novo conceito:
Nossa vida em ensaio.
(Publicado em 06/08/2006)
terça-feira, 8 de agosto de 2006
segunda-feira, 31 de julho de 2006
Poema: Murmurando Ventos (Anderson Lobone)
Sigo aqui
Falando brisas,
Gritando tufões,
Grunhindo furacões,
E murmurando ventos
Ventos que te embalam
Ventos que te levam
Ventos que te ferem
Ventos que te salvam
Um tufão violento
Um sopro ao relento
Uma brisa leve
Um ventar tão breve
Sou bem, sou mal
Um poeta afinal
Do fim do beco
Do beijo seco
Da mão ferina
Serra e neblina
Vendo ilusões
Roubo paixões
E o teu fim
Começa em mim.
Sou bem, sou mal
Um poeta afinal
Giro o moinho
Te trago o vinho
Se me machuca
Te beijo a nuca
Te dou paixão
Lhe trago o pão
O teu alguém
Sou o teu bem
E permaneço aqui
Falando brisas,
Gritando tufões,
Grunhindo furacões,
e murmurando ventos.
(Publicado em 21/12/2005)
Falando brisas,
Gritando tufões,
Grunhindo furacões,
E murmurando ventos
Ventos que te embalam
Ventos que te levam
Ventos que te ferem
Ventos que te salvam
Um tufão violento
Um sopro ao relento
Uma brisa leve
Um ventar tão breve
Sou bem, sou mal
Um poeta afinal
Do fim do beco
Do beijo seco
Da mão ferina
Serra e neblina
Vendo ilusões
Roubo paixões
E o teu fim
Começa em mim.
Sou bem, sou mal
Um poeta afinal
Giro o moinho
Te trago o vinho
Se me machuca
Te beijo a nuca
Te dou paixão
Lhe trago o pão
O teu alguém
Sou o teu bem
E permaneço aqui
Falando brisas,
Gritando tufões,
Grunhindo furacões,
e murmurando ventos.
(Publicado em 21/12/2005)
domingo, 16 de julho de 2006
Poema: Kamikazes (Anderson Lobone)
Entardece...
e o que me emudece
ao te ver bailar na areia,
é esse teu fingir sereia,
que norteia o sol
pelo céu abaixo,
nesse escracho
que fazes no horizonte,
e de fronte ao que eu ainda sou.
Anoitece...
e o que me enlouquece
ao te ouvir cantar pra mim,
é saber que não têm fim,
esse meu vaticínio
da solidão em eterno declínio,
e a nossa risada,
por cada onda contada,
e cada abraço vivido.
Amanhece...
e o que me entorpece
ao ver teu corpo ao meu alcance,
é o suor desse romance,
escorrendo licoroso,
junto ao tempo nervoso
que devora cada hora
e nos torna kamikazes
e loucamente capazes
de entardecer...
quinta-feira, 22 de junho de 2006
Poema: Naveguei (Anderson Lobone)
Sim, naveguei!
E foi mar a dentro
e diante dos ventos
que busquei os pedaços.
Foi encharcado de vida
que curei as feridas
da alma e dos braços.
Olhando gaivotas
migrei outras rotas
sem nenhum farol.
Senti calafrios
nadando sombrio
em busca de sol.
Sim, naveguei!
E foi navegando
que fui te apagando
em meus oceanos.
A boca salgada
não mais afogada
nos teus desenganos.
Naveguei eu sei...
Pra longe de ti...
Pra um mar tranqüilo...
Onde o azul dos teus olhos
sejam o passado...
Ou esse céu
que insiste em me fitar...
(Publicado em 15/06/2006)
E foi mar a dentro
e diante dos ventos
que busquei os pedaços.
Foi encharcado de vida
que curei as feridas
da alma e dos braços.
Olhando gaivotas
migrei outras rotas
sem nenhum farol.
Senti calafrios
nadando sombrio
em busca de sol.
Sim, naveguei!
E foi navegando
que fui te apagando
em meus oceanos.
A boca salgada
não mais afogada
nos teus desenganos.
Naveguei eu sei...
Pra longe de ti...
Pra um mar tranqüilo...
Onde o azul dos teus olhos
sejam o passado...
Ou esse céu
que insiste em me fitar...
(Publicado em 15/06/2006)
segunda-feira, 19 de junho de 2006
Poema: Do que mora aqui! (Anderson Lobone)
Passos dados...
Tantos foram...
E um deserto de dúvidas
a atormentar uma vida...
Cada alma a cruzar o caminho...
Cada desalinho a furtar a calma...
Palavras precisas
vindas de bocas furtivas...
Ah... onde anda você
que levou o que ainda restava de mim?
O tempo mestre segue calado
e sem piedade
e eu aqui... acuado!
Tantas paisagens humanas visitadas
e minha alma ainda pousada
em tuas mãos de veludo.
Ainda me desnudo
ao falar de você,
ao sorrir no vazio,
e ao dormir com as manhãs.
Aonde estiver
pense em mim.
Pois eu já fiz tudo
aquilo que me cabe...
e você ainda não sabe
do que mora aqui.
(Publicado em 23/05/05)
Tantos foram...
E um deserto de dúvidas
a atormentar uma vida...
Cada alma a cruzar o caminho...
Cada desalinho a furtar a calma...
Palavras precisas
vindas de bocas furtivas...
Ah... onde anda você
que levou o que ainda restava de mim?
O tempo mestre segue calado
e sem piedade
e eu aqui... acuado!
Tantas paisagens humanas visitadas
e minha alma ainda pousada
em tuas mãos de veludo.
Ainda me desnudo
ao falar de você,
ao sorrir no vazio,
e ao dormir com as manhãs.
Aonde estiver
pense em mim.
Pois eu já fiz tudo
aquilo que me cabe...
e você ainda não sabe
do que mora aqui.
(Publicado em 23/05/05)
quarta-feira, 31 de maio de 2006
Anderson Lobone e o guitarrista Cláudio Gurgel intensificam parcerias para o CD "O Baú do Fim"

Para isso, eles intensificaram o trabalho de parceria em composições, iniciado em 2005 . As canções "Longe de Mim", "Baú do Fim", "Dizeres", "Quando eu vou parar?" e "O Ilusionista", são os primeiros frutos dessa recente parceria de velhos amigos - Nos anos 80 Anderson participou das bandas Dose Final e Silex onde também tocava o irmão de Cláudio, o baixista Sérgio Gurgel.
Para Anderson, o guitarrista se encaixou como uma luva no projeto do seu primeiro CD:
- Quando voltei do sul reencontrei o Cláudio Gurgel depois de 10 anos, e percebi o grande músico que ele havia se tornado. Começamos a conversar sobre o meu projeto e ele me deu direções que eu não havia pensado antes, e o melhor, percebi que este meu velho e querido amigo consegue navegar com maestria no universo das coisas que eu escrevo. Fez músicas absolutamente maravilhosas para os meus poemas, e começamos ali uma parceria que esta em pleno vapor e com o processo de criação acelerado.
As nuances das músicas de Cláudio Gurgel, remetem o ouvinte ao mais puro blues e à um elo de ligação entre o rock and roll dos anos 70 com a atual cena da música pop.
Depois de lançar diversos CDs próprios, e tocar com inúmeros nomes da MPB e do Pop Rock nacional, o virtuoso guitarrista - já aclamado nas páginas da "Guitar Player" - assume a direção do álbum de estréia do amigo e agora também parceiro, Anderson Lobone.
Com lançamento previsto para o primeiro semestre de 2007, o cd "Baú do Fim" de Anderson Lobone, trará um apanhado de músicas próprias do poeta carioca, além das parcerias com Cláudio Gurgel, e deverá transitar entre os universos do pop, do rock e do blues.
Gabriela Santana - ArtNews/MG
quinta-feira, 25 de maio de 2006
Poema: A Canção Era Tua (Anderson Lobone)
Meus olhos talvez
não estivessem prontos...
Minha cabeça tampouco...
E minha alma...
Bom minha alma quase se perdeu
quando te encontrei.
Não fui mais o mesmo desde então:
Mudez sem calma, nudez na alma,
e um frio estranho nas mãos.
Piano, violão,
e uma festa no outro salão.
Não lembro o que toquei
mas sei,
que a canção era tua,
que fiz pedidos à lua,
e que vi teus traços ali.
Teus olhos miravam
em outra direção,
mas sei que a minha canção,
tomou teu corpo de assalto.
E a cada salto do meu peito
eu olhava o teu jeito
de menina, de mulher,
mas sequer reparavas,
no que em mim nascia.
O outro dia,
e o outro, e o outro...
Olhando a janela,
te vejo na tela,
a chorar solidão...
Vida, contradição.
E assim... pelo sim, pelo não,
prefiro te ter como eu posso.
E esse mundo nosso,
testemunha ocular,
do meu peito a te amar,
num silêncio escondido.
E a cada verso gemido,
te desejo,
te quero,
mesmo assim distante,
e num acorde dissonante,
ainda canto para a lua,
minha vida tão longe da tua,
mas você aqui
dentro de mim.
Publicado em 22/05/2006
não estivessem prontos...
Minha cabeça tampouco...
E minha alma...
Bom minha alma quase se perdeu
quando te encontrei.
Não fui mais o mesmo desde então:
Mudez sem calma, nudez na alma,
e um frio estranho nas mãos.
Piano, violão,
e uma festa no outro salão.
Não lembro o que toquei
mas sei,
que a canção era tua,
que fiz pedidos à lua,
e que vi teus traços ali.
Teus olhos miravam
em outra direção,
mas sei que a minha canção,
tomou teu corpo de assalto.
E a cada salto do meu peito
eu olhava o teu jeito
de menina, de mulher,
mas sequer reparavas,
no que em mim nascia.
O outro dia,
e o outro, e o outro...
Olhando a janela,
te vejo na tela,
a chorar solidão...
Vida, contradição.
E assim... pelo sim, pelo não,
prefiro te ter como eu posso.
E esse mundo nosso,
testemunha ocular,
do meu peito a te amar,
num silêncio escondido.
E a cada verso gemido,
te desejo,
te quero,
mesmo assim distante,
e num acorde dissonante,
ainda canto para a lua,
minha vida tão longe da tua,
mas você aqui
dentro de mim.
Publicado em 22/05/2006
quarta-feira, 24 de maio de 2006
Poema: A Cada Maio (Anderson Lobone)
(Dedicado à dançarina Quitéria Chagas)

Ondas do povo do mar...
Raios do povo do céu...
Ventos do povo da mata...
Me mata vai...
No bailar dos teus braços...
No levitar dos teus passos...
No laço...
do teu sorriso, lindo!
Atormenta...Faz tremer teu poeta...
Acalenta... me faz perder o compasso...
No tempo e no espaço
em que bailas assim.
Fecho olhos... te imagino a rodar
sob o bater forte do tambor...
És rainha? És madrinha?
Já não sei...
Mas quisera eu ser Rei
E te dar meu império, sério!
Lá no alto da serra,
e na poesia
que encerra o meu dia,
te dizer do meu sonho,
e do que já não te proponho...
A cada ensaio,
e a cada maio,
eu saio de mim...
Pobre de mim...
Mas deixe... deixe assim...
sambe assim...sambe sim...
Porque este amor
já não tem fim!
Publicado em 03/05/2005

Ondas do povo do mar...
Raios do povo do céu...
Ventos do povo da mata...
Me mata vai...
No bailar dos teus braços...
No levitar dos teus passos...
No laço...
do teu sorriso, lindo!
Atormenta...Faz tremer teu poeta...
Acalenta... me faz perder o compasso...
No tempo e no espaço
em que bailas assim.
Fecho olhos... te imagino a rodar
sob o bater forte do tambor...
És rainha? És madrinha?
Já não sei...
Mas quisera eu ser Rei
E te dar meu império, sério!
Lá no alto da serra,
e na poesia
que encerra o meu dia,
te dizer do meu sonho,
e do que já não te proponho...
A cada ensaio,
e a cada maio,
eu saio de mim...
Pobre de mim...
Mas deixe... deixe assim...
sambe assim...sambe sim...
Porque este amor
já não tem fim!
Publicado em 03/05/2005
Poetrix: Somatório (Anderson Lobone)
A folha (ela) + O lápis (ele) + O amor (inspiração) + música e perfume(viagras) = poesia(eu)
Publicado em 12/12/2005
Publicado em 12/12/2005
Poema: Os Dedos da Moça (Anderson Lobone)
(Dedicado à poetisa Priscila Andrade)
Moça apimentada essa.
Não..não falo de suas curvas.
São as cenas turvas que ela retrata
de maneira exata
que me aquecem
e permanecem
em minha mente.
Louca essa moça...
Minha poesia de louça...
se parte com suas frases
feitas de argila
e minha alma assimila
o doce dançar de Priscila.
Dançando ao vento...
Dançanço solta do tempo...
Palavras ritmadas
de uma boca apimentada.
Meus ouvidos também de louça
são levemente tocados,
pelos dedos dessa moça,
no sussurro de sua poesia,
que anoitece...
e vadia...
cada noite...
cada dia...
Publicado em 20/03/2005
Moça apimentada essa.
Não..não falo de suas curvas.
São as cenas turvas que ela retrata
de maneira exata
que me aquecem
e permanecem
em minha mente.
Louca essa moça...
Minha poesia de louça...
se parte com suas frases
feitas de argila
e minha alma assimila
o doce dançar de Priscila.
Dançando ao vento...
Dançanço solta do tempo...
Palavras ritmadas
de uma boca apimentada.
Meus ouvidos também de louça
são levemente tocados,
pelos dedos dessa moça,
no sussurro de sua poesia,
que anoitece...
e vadia...
cada noite...
cada dia...
Publicado em 20/03/2005
Poema: Morrendo Aqui (Anderson Lobone)
Se essa noite eu disser não...
Perdoe minhas tolices...
Elas são tantas
Que lá pelas tantas
não terão mais importância...
São tolices de quem só se defende...
Me entende...
Estragar uma noite assim,
Logo eu... poeta de mim...
no calvário sem fim de ser sozinho
e no desalinho do que finjo ser.
Andando em círculos...
Traçando linhas...
Perdendo retas...
Morrendo aqui.
Perdoa meu sorriso vazio...
Me denuncio em cada um...
E não vivo em nenhum...
Porque definho a cada sol...
Contrariando o girassol...
e me mato a cada primavera
nessa espera...
inútil...
do amor que não voltará...
do beijo que não chegará...
e nesse compasso
que não termina.
Puclicado em 23/09/2005
Perdoe minhas tolices...
Elas são tantas
Que lá pelas tantas
não terão mais importância...
São tolices de quem só se defende...
Me entende...
Estragar uma noite assim,
Logo eu... poeta de mim...
no calvário sem fim de ser sozinho
e no desalinho do que finjo ser.
Andando em círculos...
Traçando linhas...
Perdendo retas...
Morrendo aqui.
Perdoa meu sorriso vazio...
Me denuncio em cada um...
E não vivo em nenhum...
Porque definho a cada sol...
Contrariando o girassol...
e me mato a cada primavera
nessa espera...
inútil...
do amor que não voltará...
do beijo que não chegará...
e nesse compasso
que não termina.
Puclicado em 23/09/2005
terça-feira, 2 de maio de 2006
As fotos de "Murmurando Ventos" a cargo do fotógrafo Robson Bolsoni

No último dia 29 de Abril o renomado fotógrafo Robson Bolsoni produziu o material fotográfico de "Murmurando Ventos", livro que será lançado no fim do ano pelo poeta carioca Anderson Lobone.
Além das fotos destinadas a obra, a sessão de fotos produziu também, farto material para divulgação do autor.
Segundo Anderson, o fotógrafo também será o responsável pelas ilustrações de "Murmurando Ventos":
- O Robson Bolsoni tem um talento incomum seja na fotografia, seja em ilustrações ou no cinema. Ele já fez desenhos maravilhosos para os livros do Leonardo Mendonça lançados aqui no Brasil e na Argentina. Estou muito feliz de poder contar com o seu talento tanto nas ilustrações quanto na produção do material fotográfico - diz.
(Foto: Robson Bolsoni)
segunda-feira, 1 de maio de 2006
Comunidade no Orkut discute "A poesia de Anderson Lobone"

Criada pela professora mineira Luana Maia Costa, a comunidade "A poesia de Anderson Lobone" discute no site de relacionamentos Orkut, o trabalho do poeta e escritor carioca, e em pouco tempo, recebeu a adesão de diversas pessoas que tem a oportunidade de conhecer e debater os textos de Anderson Lobone.Para Luana, o sucesso da comunidade é resultado do talento do poeta:- Antes a comunidade era formada pelos amigos do Anderson e por quem conhecia o trabalho dele dos encontros literários. Depois de pouco tempo muitas pessoas passaram a fazer parte da comunidade porque conheceram suas poesias em sites e no prórpio orkut - explica.Para o autor, a criação da comunidade serviu de impulso para o seu reconhecimento no mundo virtual:- Sou eternamente grato a Luana porque percebi que depois que ela me presenteou com essa comunidade, muitas pessoas que andavam pela internet atrás de poesia ,passaram a me conhecer e ler os meus textos, além me convidarem para fazer parte de grupos literários na internet, e de eventos de poesia aqui no Rio e em outros estados - comemora.Outro indício de que a poesia de Anderson começa a se espalhar pela internet é o grande numero de sites e de páginas pessoais no próprio Orkut que usam os textos do poeta:- Já tem muita gente que coloca os textos dele na página inicial do orkut. Os versos de "Ventania", "Minha Alma Livre", "Linguagem" e "Baú do Fim" entre outros estão nos sites pessoais de muita gente - afirma Luana.Em relação ao lançamento do seu primeiro livro, Anderson Lobone informou por telefone que o lançamento está previsto para o fim do ano:- Se tudo continuar de acordo com o planejado o lançamento será em Novembro deste ano, e vai ser um ótimo presente de Natal para os seus amigos - conlui brincando.A comunidade "A poesia de Anderson Lobone" pode ser acesada pelos membros do Orkut no endereço http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=8075039
(Celina Torres - Jornal Arte News / BH)
(Celina Torres - Jornal Arte News / BH)
Poema: O Baú do Fim (Anderson Lobone)
Essas fotos que não tiramos,
as carícias que nao trocamos,
as promessas que não pagamos,
as memórias que não escrevemos...
Ainda haverá lugar pra tudo?
Pra esse silêncio do mundo,
ou para esse corte profundo
do amor que não vivemos?
Separei os vinhos fechados,
os lençóis ainda dobrados,
os medos não revelados
e as verdades não vividas.
Juntei as cartas não feitas,
e aquelas frases perfeitas,
com as melhores receitas
que não foram servidas.
Tudo neste baú do fim,
arrancando você de mim,
esquecendo de tudo enfim,
e seguindo outro caminho.
Tudo muito bem guardado,
pronto para ser enviado,
sem remetente anotado,
para ser feliz... sozinho!
Publicado em 23/04/2006
as carícias que nao trocamos,
as promessas que não pagamos,
as memórias que não escrevemos...
Ainda haverá lugar pra tudo?
Pra esse silêncio do mundo,
ou para esse corte profundo
do amor que não vivemos?
Separei os vinhos fechados,
os lençóis ainda dobrados,
os medos não revelados
e as verdades não vividas.
Juntei as cartas não feitas,
e aquelas frases perfeitas,
com as melhores receitas
que não foram servidas.
Tudo neste baú do fim,
arrancando você de mim,
esquecendo de tudo enfim,
e seguindo outro caminho.
Tudo muito bem guardado,
pronto para ser enviado,
sem remetente anotado,
para ser feliz... sozinho!
Publicado em 23/04/2006
Murmurando Ventos: Lançamento previsto para Novembro de 2006

A publicação do primeiro livro de Anderson Lobone está prevista para novembro de 2006.Aguardado com ansiedade pela atual cena literária independente, "Murmurando Ventos" trará uma pequena mostra do universo poético desse talentoso e respeitado letrista, e contará ainda com as fotografias e ilustrações de Robson Bolsoni.São poesias, crônicas e letras escritas ao longo de mais de vinte anos por este escritor e músico carioca, que nos explica o título de sua primeira obra:- A idéia do título do livro saiu de "Ventania" um dos meus poemas, e fala das sensações que cada palavra da poesia falada pode causar: desde uma brisa até tufões violentos - diz.O autor informou também que "Murmurando Ventos" já está em fase final de revisão, mas não quis adiantar o nome do responsável por prefaciar sua obra de estréia:- Alguns amigos se ofereceram para prefaciar o livro, e todos são muito talentosos, o que me deixa muito envaidecido e feliz - conclui.
(Por: Ronaldo Carvalho)
Foto: Robson Bolsoni
(Por: Ronaldo Carvalho)
Foto: Robson Bolsoni
Poema: Por que eu te amo? (Anderson Lobone)
Por que eu te amo?
Isso é pergunta que se faça?
Na tua cabeça não passa
que o que meu sentimento traça
é puro,
verdadeiro e imenso,
e que em que pese o eu que penso,
não tem causa nem motivo,
e, o é, porque estou vivo?
Amor assim não se mensura,
Não se pede, não se jura,
Apenas se toma com ternura,
esse elixir anti-amargura.
Amor assim se toma num gole só,
Faz incerteza virar pó,
Com todas as notas após o dó.
Amor assim não se sente sozinho!
Se brinda no Porto com vinhos,
Se pega pelos colarinhos,
E se conta deitado no ninho.
Amor assim se entende
sem pressa,
Não sei nem onde se começa,
mas afinal,
quem se interessa?
Publicado em 13/02/2006
Isso é pergunta que se faça?
Na tua cabeça não passa
que o que meu sentimento traça
é puro,
verdadeiro e imenso,
e que em que pese o eu que penso,
não tem causa nem motivo,
e, o é, porque estou vivo?
Amor assim não se mensura,
Não se pede, não se jura,
Apenas se toma com ternura,
esse elixir anti-amargura.
Amor assim se toma num gole só,
Faz incerteza virar pó,
Com todas as notas após o dó.
Amor assim não se sente sozinho!
Se brinda no Porto com vinhos,
Se pega pelos colarinhos,
E se conta deitado no ninho.
Amor assim se entende
sem pressa,
Não sei nem onde se começa,
mas afinal,
quem se interessa?
Publicado em 13/02/2006
Letra de Música: Não me deixe ir embora (Anderson Lobone)
Não me deixa ir embora
Fique um pouco mais
Chegue de repente
Não olhe para trás
Não me deixe ir embora
Olhe tudo isso
Não vamos perder
Um amor assim
O que a gente precisa
É se olhar nos olhos
E ver a verdade
O que a gente precisa
é transformar isso
em realidade
Não me deixe ir embora
Nunca diga não
Olhe meu sorriso
Pegue a minha mão
Não me deixe ir embora
Me entregue tua boca
Cuido do meu corpo
Grite... fique louca
Não me deixe ir embora
Fale das verdades
Ouça minhas mentiras
Por essa cidade
Não me deixe ir embora
Sinta um arrepio
Não se arrependa
de chorar por mim
Não me deixe ir embora
Veja meus receios
Fale da minha mão
Fale dos seus seios
Não me deixe ir embora
Eu sou inseguro
Me dê um abraço
E um sorriso puro!
O que a gente precisa
É se olhar nos olhos
E ver a verdade
O que a gente precisa
é transformar isso
em realidade
Publicado em 12/11/2005
Fique um pouco mais
Chegue de repente
Não olhe para trás
Não me deixe ir embora
Olhe tudo isso
Não vamos perder
Um amor assim
O que a gente precisa
É se olhar nos olhos
E ver a verdade
O que a gente precisa
é transformar isso
em realidade
Não me deixe ir embora
Nunca diga não
Olhe meu sorriso
Pegue a minha mão
Não me deixe ir embora
Me entregue tua boca
Cuido do meu corpo
Grite... fique louca
Não me deixe ir embora
Fale das verdades
Ouça minhas mentiras
Por essa cidade
Não me deixe ir embora
Sinta um arrepio
Não se arrependa
de chorar por mim
Não me deixe ir embora
Veja meus receios
Fale da minha mão
Fale dos seus seios
Não me deixe ir embora
Eu sou inseguro
Me dê um abraço
E um sorriso puro!
O que a gente precisa
É se olhar nos olhos
E ver a verdade
O que a gente precisa
é transformar isso
em realidade
Publicado em 12/11/2005
Poema: Minha Alma Livre (Anderson Lobone)
Observe minha alma.
Ela é livre, pura,
e as vezes obscura.
Tente entendê-la
por mais que não possa vê-la...
por mais que não possa tê-la...
Ela não é de ninguém...
nem foi... nem vai...
E a cada noite que cai
ela se renova,
e prova o quanto voa por aí.
Entende,
cada vez que se surpreendes
com sua nova direção,
muitas vezes na contramão,
é que ela quer dar o sinal,
que voar não faz mal,
enfim,
nem para você,
nem para mim.
Observe...
observe e sorria,
milha alma tem carta de alforria,
desde que a noite vadia,
se deitou com o novo dia.
Aproveita,
pois quando minha alma se deita,
ai ao lado tua,
é porque a lua,
ainda não me chamou lá fora,
e antes que chegue a hora,
me beije com muita vida,
porque minha alma esquecida,
vai se deslumbrar com a partida,
e pode ser que nunca mais,
queira olhar para trás.
Vai,
me beija com ternura,
pois hoje
minha alma ainda é pura...
e somente tua!
Publicado em 02/03/2006
Ela é livre, pura,
e as vezes obscura.
Tente entendê-la
por mais que não possa vê-la...
por mais que não possa tê-la...
Ela não é de ninguém...
nem foi... nem vai...
E a cada noite que cai
ela se renova,
e prova o quanto voa por aí.
Entende,
cada vez que se surpreendes
com sua nova direção,
muitas vezes na contramão,
é que ela quer dar o sinal,
que voar não faz mal,
enfim,
nem para você,
nem para mim.
Observe...
observe e sorria,
milha alma tem carta de alforria,
desde que a noite vadia,
se deitou com o novo dia.
Aproveita,
pois quando minha alma se deita,
ai ao lado tua,
é porque a lua,
ainda não me chamou lá fora,
e antes que chegue a hora,
me beije com muita vida,
porque minha alma esquecida,
vai se deslumbrar com a partida,
e pode ser que nunca mais,
queira olhar para trás.
Vai,
me beija com ternura,
pois hoje
minha alma ainda é pura...
e somente tua!
Publicado em 02/03/2006
Poema: Permissão Para Enlouquecer (Anderson Julio)
E se eu mais uma vez não disser que te amo?
E se você outra vez achar que não te quero?
Como fazer para ser tão sincero?
Dizer o quanto te espero?
Ai não faz essa cara de que não acredita
num amor tão intenso e puro,
eu juro: a muito que ele é só teu!
As coisas que a tanto tempo
povoaram minha alma
e tiraram a minha calma
nada tinham de seu.
Sou eu que amei burramente
por tão silienciosamente
guardar em pranto abafado
o que deveria ser publicado
e talvez até gritado
pelas ruas,
cidades e oceanos.
Desenganos...
Tantos foram ao longo do tempo
que quando penso,
me atormento
em lembrar o quanto me calei, eu sei.
Mas agora não mais,
nunca mais,
pois está tudo dito,
e o infinito
só pode me dizer que o que sinto
é o nectar de ser feliz com você,
ou um imenso conflito,
e uma permissão para enlouquecer.
Publicado em 13/02/2006
E se você outra vez achar que não te quero?
Como fazer para ser tão sincero?
Dizer o quanto te espero?
Ai não faz essa cara de que não acredita
num amor tão intenso e puro,
eu juro: a muito que ele é só teu!
As coisas que a tanto tempo
povoaram minha alma
e tiraram a minha calma
nada tinham de seu.
Sou eu que amei burramente
por tão silienciosamente
guardar em pranto abafado
o que deveria ser publicado
e talvez até gritado
pelas ruas,
cidades e oceanos.
Desenganos...
Tantos foram ao longo do tempo
que quando penso,
me atormento
em lembrar o quanto me calei, eu sei.
Mas agora não mais,
nunca mais,
pois está tudo dito,
e o infinito
só pode me dizer que o que sinto
é o nectar de ser feliz com você,
ou um imenso conflito,
e uma permissão para enlouquecer.
Publicado em 13/02/2006
Poema: Quando eu Minto pra Você (Anderson Julio)
Quando eu falo aquelas coisas
E não te olho direito...
Quando eu sempre arrumo um jeito
De dizer que eu não sabia...
Quando eu falo do meu dia
Sem um clima de ternura...
Quando eu falo da loucura
De andar na rua estreita...
Me espreita...
Eu devo estar mentindo
Te oferecendo minhas frases feitas
Quase perfeitas eu diria...
Em meio a flores e magia
Eu não responderia...
Por mim...
Por nós dois...
Nem depois...
Quem sabe o que diz?
Quando eu minto pra você
É que eu não “tô” feliz...
É que eu perdi a hora...
É que eu me peguei fugindo...
Temi ver você partindo...
Temi te perder...
Temi sofrer...
Temi a mim...
Por mim...
Fica...
Porque quando eu te minto,
Meu instinto sucinto
Simplifica
E até modifica
o que eu sinto.
Não fica assim...
por mim!
Eu te amo...
Eu tento...
Eu quero...
Eu minto...
Publicado em 14/04/2006
E não te olho direito...
Quando eu sempre arrumo um jeito
De dizer que eu não sabia...
Quando eu falo do meu dia
Sem um clima de ternura...
Quando eu falo da loucura
De andar na rua estreita...
Me espreita...
Eu devo estar mentindo
Te oferecendo minhas frases feitas
Quase perfeitas eu diria...
Em meio a flores e magia
Eu não responderia...
Por mim...
Por nós dois...
Nem depois...
Quem sabe o que diz?
Quando eu minto pra você
É que eu não “tô” feliz...
É que eu perdi a hora...
É que eu me peguei fugindo...
Temi ver você partindo...
Temi te perder...
Temi sofrer...
Temi a mim...
Por mim...
Fica...
Porque quando eu te minto,
Meu instinto sucinto
Simplifica
E até modifica
o que eu sinto.
Não fica assim...
por mim!
Eu te amo...
Eu tento...
Eu quero...
Eu minto...
Publicado em 14/04/2006
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